segunda-feira, 27 de junho de 2011

“A matéria-prima do educador não é o conhecimento;
é a pessoa humana que conhece, que aprende e ensina”
Madalena Freire

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A DIFÍCIL PRÁTICA DO BELO DISCURSO DE PEDRO DEMO

Isto aqui é muito bom, não?

    "Saber convencer, sem vencer";
     Saber fundamentar, sem ser dono da verdade;
    consolidar ideias, no entanto sem que elas sejam fixas, deixando-as abertas;
    "Saber escutar";
    e "ter outro como parceiro e não como dominado."

FONTE: Fala de Pedro Demo - PESQUISA  COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw
               Acesso em 15/07/2011 às 16 horas e 12 minutos.

domingo, 12 de junho de 2011

Mapas conceituais e Teoria de Ausubel

Pessoal, encontrei este texto na Web e compartilho com vocês:

Para que a aprendizagem significativa ocorra é preciso entender um processo de modificação do conhecimento, em vez de comportamento em um sentido externo e observável, e reconhecer a importância que os processos mentais têm nesse desenvolvimento. As idéias de Ausubel também se caracterizam por basearem-se em uma reflexão específica sobre a aprendizagem escolar e o ensino, em vez de tentar somente generalizar e transferir à aprendizagem escolar conceitos ou princípios explicativos extraídos de outras situações ou contextos de aprendizagem.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Tá chovendo em Brasília. que delícia!!!




Chove na cidade

Brasília renasce
Respira.
Chove em Brasília!
A cidade se enche
de flores e de luz.

Cartões, e-mails
se espalham.
Um convite eterno,
e sempre renovado:
amigos, parentes,
brasileiros,
venham ver!

Chove em Brasília
O Congresso vai
entrar em recesso.
E a cidade entregue
aos legítimos moradores,
lavará sua alma.

Chove no Planalto Central
Brasília revive
e volta às suas origens.

O cidadão pobre
não tem férias no Nordeste,
nem férias no Rio,
muito menos na Europa.
Ele fica guardando
a cidade vazia.

O bico, o dinheirinho extra
mais o décimo terceiro
vão colocar sua vida
em dia. Ou quase.

As férias financiarão
a viagem da família
a Trindade e a promessa
do Divino Pai Eterno.
Finalmente cumprida.
E ainda o peru do Natal,
Um frangão bombado!

Chove em Brasília!
Tão verde e molhada
fazendo brotar
uma esperança teimosa,
com cheiro de renascimento.

E você ainda resiste
e não vem conhecê-la.
Quem sabe nas chuvas
do ano que vem?

Poesia de minha autoria, publicada no Overmundo em Nov./2007.


Reflexão sobre o homem/mulher verdadeiramente educados



ACABAMOS NOS PARECENDO COM O QUE IMITAMOS

Você é realmente educado ou contenta-se em parecer sê-lo? Os homens verdadeiramente educados  são naturalmente elegantes. E, são pessoas mais humanas, necessariamente.

Um dos traços comuns aos homens e mulheres educados é que a sua companhia promove o bem estar das pessoas com que se relacionam (como marido, filho, namorado, amigo).  Ele sabe comportar-se com delicadeza: sabe até onde ir, como ir. É verdadeiramente amável, preocupa-se e ocupa-se em proporcionar bons momentos  a todos aqueles aos quais está ligado: amigos, esposa, filhos, pais etc

Indiscutivelmente, o homem educado é um cara refinado. Desenvolvido. Tem interesses nobres e humanos. Não fala tanto de si mesmo porque tem o coração aberto aos demais. Não perde o autocontrole facilmente e não fala descortesmente com ninguém. Não tem como óbvio que os outros o devam servir. Não é arrogante nem orgulhoso. Parece mesmo portar-se de modo a desempenhar dignamente o seu papel de homens. Tal comportamento, que o diferencia de tantos outros, se baseia em suas próprias convicções e não em projeções. Nunca com o objetivo de "conquistarem" alguém. Isso  lhes dá muita naturalidade aos gestos e atitudes. Ele é, além de tudo, um homem compassivo e misericordioso.

O homem educado é especialmente gentil para com os mais frágeis, em qualquer aspecto: posição, idade, cultura, dinheiro. E ele jamais se sente inferior quando está com alguém que lhes seja superior em qualquer um desses aspectos.

É corajoso, um cidadão consciente, participativo, solícito e gentil, em todas as circunstâncias e principalmente com os mais próximos – antes de tudo, para com os seus familiares. É um cara atencioso: não deixa ninguém esperá-lo por alguns minutos  e muito menos por uma noite inteira – nem a amante, nem o amigo, ou os velhos pais. Hoje a comunicação fácil que o desenvolvimento da tecnologia possibilita não há desculpas para tal atitude, uma vez que essa facilidade de comunicação é uma forte aliada para essa espécie tão rara.

Disciplina normativa mais do que coerciva, que visa menos à ordem do que a certa sociabilidade amável – disciplina não de polícia, mas de polidez. É por ela que, imitando as maneiras da virtude, talvez tenhamos uma oportunidade de virmos a ser virtuosos. “A polidez”, observava La Bruyère, “nem sempre inspira a bondade, a equidade, a complacência, a gratidão; pelo menos dá uma aparência disso e faz o homem parecer por fora como deveria ser por dentro.” Por isso ela é insuficiente no adulto e necessária na criança. É apenas um começo, mas o é. Dizer “por favor” ou “desculpe” é simular respeito; dizer “obrigado” é simular reconhecimento. É aí que começam o respeito e o reconhecimento. Como a natureza imita a arte, assim a moral imita a polidez, que a imita. A polidez é essa aparência de virtude, de que as virtudes provêm. [...] Portanto, a polidez salva a moral do círculo vicioso (sem a polidez, seria necessário ser virtuoso para poder tornar-se virtuoso) criando as condições necessárias para seu surgimento (COMTE-SPONVLILLE, 1999, p. 7)

Essa é uma reflexão incipiente, mas um primeiro passo para quem quer ser um príncipe de fato e não apenas uma imitação mal acabada.

Observações:

[1]Se somos capazes de uma imitação tão perfeita, corremos o risco de nos macaquear a tal ponto que nos tornaremos o simulacro daquilo que queremos parecer aos outros, por quais motivos forem. Isto me lembra do Módulo II do Curso beOne. Temos de estar muito atentos para não alimentar um gorila que quer se apossar de nosso corpo humano.
[1] Tudo que está aqui se refere genericamente ao homem, mas, sobretudo às mulheres, às quais lhes é dado o papel mais decisivo na educação dos homens e mulheres de nossa sociedade.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Notas do Módulo II - APRENDER E ENSINAR


Percebo que juntar os conceitos dos três textos: Conceituando a andragogia, A importância da neurociência na educação e Estilos de aprendizagem trouxeram para nossa discussão elementos fundamentais para o nosso futuro desempenho nos Cursos da EGOV. Mesmo para aqueles que já conheciam os conceitos e teorias trazidos por eles, isso implica ampliação de nossa visão crítica, que vai nos aproximando da resposta ao questionamento da professora Olga:

Qual o papel da pesquisa para o formador que fui até agora e que formador pretendo ser?

Assim, trago hoje as pontuações feitas a partir da importância da neurociência na educação. (Reflexão a partir do texto de Vera Lucia de Siqueira Mietto – Módulo II do FFP1)

Um conceito preliminar: “A Neurociência da Aprendizagem, em termos gerais, é o estudo de como o cérebro aprende.”.

Falar em educação e aprendizagem é falar em processos neurais, redes que se estabelecem e neurônios que se ligam e fazem novas sinapses.Portanto, continuar aprendendo é uma forma de manter-se de fato viv@.

O que nos mantém viv@s, além de tantos hábitos saudáveis para a manutenção da vida em nosso corpo, é mantermos o cérebro e a mente também vivos. O melhor remédio é a aprendizagem constante e contínua. Ou seja, manter em atividade esse maravilhoso e complexo processo, que provoca e viabiliza a reação do cérebro aos estímulos do ambiente, ativando as fundamentais sinapses (ligações entre os neurônios por onde passam os estímulos), intensificando e fortalecendo-as. 

A neurociência, como a grande aliada dos professores, vem para nos apresentar cada região do cérebro e sua respectiva função. Tal conhecimento é importante para quem deseja atuar como um facilitador de aprendizagens porque vai fornecer o background para as decisões estratégico-pedagógicas em relação às escolhas referentes ao tipo de atividades, materiais didáticos etc. adequados aos diferentes estilos de aprendizagem, por mais heterogêneos que sejam os grupos que o profissional (formador, facilitador, tutor) possa encontrar no desempenho do seu magistério. Essa adequação é imprescindível ao processo de ensino realmente dinâmico e prazeroso, que desencadea alterações nas conexões sinápticas, tanto quantitativamente quanto qualitativamente, afetando o funcionamento do cérebro de maneira substancial e de forma positiva e permanente, com resultados extremamente satisfatórios para todos os atores envolvidos no processo ensino-aprendizagem.

A validade desses conceitos e princípios neurocientíficos será visível quando se fizer uso de técnicas que utilizem recursos que provoquem reações nos diversos sistemas envolvidos na ação de aprendizado: o auditivo (sons diversos e música), visual (formas, cores variadas), o sistema tátil (dramatizações, texturas diferenciadas) e até mesmo o olfato e o paladar, quando for pertinente ao conteúdo objeto. 

O grande desafio dos educadores é acertar no preparo de aulas que facilitem uma espécie de “disparo neural” nas sinapses e no funcionamento desses sistemas. Identificando-se o estilo de aprendizagem próprio de cada um de seus alunos, o professor/formador/tutor saberá quais as estratégias e técnicas mais adequadas para utilizar. 

As atividades prazerosas e desafiadoras são aquelas que desencadeiam mais naturalmente o tal “disparo neural” – uma bela metáfora para o fenômeno ou os fenômenos mentais durante o processo da aprendizagem. A aula ministrada e que leve em conta esses princípios neurocientíficos transformará o aluno em parceiro crítico, participante ativo na construção do próprio saber. Professor e aluno em uma interação verdadeira e produtiva na construção de aprendizagens e do ambiente agradável e favorável à boa convivência.

A Neurociência da Aprendizagem fornece ainda os conhecimentos que possibilitam a melhor compreensão dos transtornos comportamentais e de aprendizagem, subsidiando a elaboração de estratégias adequadas e diferenciadas para cada caso.

O conhecimento que vamos adquirindo ensina-nos a nos tornar mais flexíveis e mais acolhedores aos diferentes modos e estratégias de aprendizagem de cada um. Isto vale para o nosso convívio com os nossos colegas e para com os nossos futuros pupilos.

A pesquisa e a formação, portanto, são indispensáveis a meu projeto profisional e funcional relacionado à possbilidade ministrar cursos aqui na EGOV-DF. Elas reforçam ou mudam conceitos fundamentais para a construção da formadora que pretendo ser.

Mapas Conceituais e o CMap Tools